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Striknina e o punk rock

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Striknina e o punk rock Clique na imagem e conheça KRP Música Rebeldia, música e memórias dos anos 1990 Sou de uma época em que as coisas eram muito diferentes do que são agora. Não sei se foi o ambiente ao meu redor que mudou radicalmente ao longo de três décadas, se fui eu que me tornei ranzinza ou se foram as duas coisas. O fato é que, quando eu tinha entre 14 e 21 anos, não havia nichos culturais tão bem definidos quanto hoje. Até existiam divisões entre pessoas que gostavam de pagode, sertanejo e rock, mas, dentro deste último, não havia subdivisões tão significativas. Alguns amigos eram punks, outros skinheads, headbangers, grunges, deathbangers e assim por diante. Como a maioria dos jovens, eu ainda estava buscando pertencer a algum grupo com o qual me identificasse mais. Desse modo, na casa de uma pessoa ouvíamos heavy metal; na de outra, classic rock; e, de repente, aparecia alguma coisa completamente inusitada. A única certeza era que, naquela época, eu não tinha restrições a...

Contagem regressiva para a destruição

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Countdown to Extinction: contagem regressiva para a destruição Clique na imagem e adquira o álbum  “Contagem regressiva para a extinção” talvez fosse o título mais apropriado para este trabalho, que considero o melhor do Megadeth — uma das minhas cinco bandas favoritas, ao lado do Metallica, Pantera e outras duas. Não que eu tenha críticas ao ótimo Rust in Peace . Muito pelo contrário. Mas, quando o nome Megadeth é citado, instintivamente me vêm à mente três faixas: “Symphony of Destruction” , “Foreclosure of a Dream” e “Skin O’ My Teeth” . Isso aconteceu porque, na época em que o álbum foi lançado, eu estava naquela fase eufórica de descobrir novas bandas e, por imbecilidade, ignorava o Megadeth por causa da antiga rixa com o Metallica. Porém, pedi a um amigo que gravasse o álbum Master of Puppets em uma fita K7. Por provocação, ele gravou essas três faixas do Megadeth no espaço que havia sobrado. Paralelamente, os videoclipes das duas primeiras começaram a bombar na MTV. Não ...

Um treinamento para guitarristas iniciantes

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Um treinamento para guitarristas iniciantes Clique na imagem e conheça o treinamento Quando comecei a me interessar por música, os primeiros acordes que aprendi foram por meio da observação. Ao frequentar a igreja com meus avós, eu ficava olhando atentamente para o que os violeiros estavam fazendo para poder replicar aquilo quando tivesse oportunidade. Em um segundo momento, já depois de algum tempo treinando os dedos na escala do instrumento, eu pedia para que eles me mostrassem o que estavam fazendo. Isso pode parecer pouco, mas, para quem não sabe absolutamente nada, aprender um único acorde já é algo sensacional. Aprender o segundo significa dobrar o conhecimento. E assim foi durante alguns meses. Por mais que já tenham se passado mais de três décadas — quase quatro, na verdade —, a sensação de estar aprendendo aquilo ainda está muito presente na minha memória afetiva. Afinal, tratava-se da realização de um sonho. Foram dias de apreensão, expectativa, dúvidas e ansiedade até conseg...

A história da música ocidental

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A história da música ocidental  Clique na imagem e adquira seu exemplar Uma jornada pela evolução da música O livro “História da Música Ocidental” , de Donald J. Grout e Claude V. Palisca , é uma obra indispensável para estudiosos e entusiastas da música que desejam se aventurar em uma jornada pela história e pela evolução da chamada “primeira arte” e conhecer os acontecimentos que chegaram até nós. Seguindo uma perspectiva cronológica, os autores relatam a evolução da música desde a Grécia Antiga até o início do século XXI , sempre inserindo-a em um contexto mais abrangente da cultura ocidental, com destaque para aspectos filosóficos e antropológicos. A obra procura mostrar não apenas como a música se transformou, mas também como ela esteve relacionada às sociedades e ao pensamento de cada período histórico. O livro é repleto de referências musicais, algumas delas resultantes de investigações e descobertas realizadas ao longo dos estudos sobre a história da música. Também conta co...

Uso vulgar do poder

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Uso vulgar do poder Clique no link e veja o que reservei do Pantera pra você No clássico do cinema de 1973, O Exorcista , o padre Damien Karras questiona a entidade que possui o corpo de Regan MacNeil sobre por que ela não utiliza seu poder para se livrar das amarras que a prendem. A resposta é que isso seria um “uso vulgar do poder” . Parte dessa frase serviria de inspiração para o título do sexto álbum de estúdio dos texanos do Pantera: Vulgar Display of Power . Lançado em 25 de fevereiro de 1992, o álbum apresentaria ao público uma mudança significativa em relação ao seu antecessor, Cowboys from Hell , que já havia transformado diversos aspectos da banda, como os timbres dos vocais e uma sonoridade muito mais próxima do heavy metal do que do “glam” praticado nos quatro álbuns lançados de forma independente. Terry Date, ao lado de Vinnie Paul na produção do trabalho, conseguiu extrair da banda elementos que já vinham aflorando desde a entrada de Phil Anselmo, mas que ainda não haviam...

Uma vida em preto & branco

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Uma vida em Preto & Branco Clique na imagem e conheça KRP Música Quem acompanha o meu trabalho com um pouco mais de atenção deve conhecer o single Preto & Branco (caso não conheça, clique aqui). Composto por apenas duas músicas, “Guerra” e “Mãos Nuas” , este lançamento de 2018 é a versão reduzida de um álbum que teria outras seis faixas, mas que teve sua produção interrompida por alguns motivos que detalharei ao longo do texto. Antes, porém, acho conveniente destacar que esta postagem pode ser considerada uma continuação de “Uma noite de sábado qualquer...” (leia aqui), que conta como foi que acabei me apaixonando por música. Nesta que você lê agora, a narrativa é sobre o mesmo personagem, mas passando por outro momento da vida: a crise de meia-idade . Preto & Branco Como já havia comentado em outras postagens, durante muito tempo tive acesso apenas a aparelhos de televisão com imagens em preto e branco e som mono. Talvez por isso, quando estava sonhando, logo percebia q...

Estudar teoria musical é importante?

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Estudar teoria musical é importante? Clique na imagem e aprenda teoria musical Essa é uma questão interessante, pois a resposta, em geral, é negativa. Sendo objetivo, já ouvi sair da boca de muitos músicos a alegação de que estudar teoria musical é besteira. O fato de as pessoas, em geral, não se interessarem pelo assunto, mesmo se dizendo apaixonadas por música, acaba respaldando esse tipo de afirmação. Eu já não posso afirmar que tenha mudado de ideia em algum momento, pois, desde cedo, recebi instruções sobre esse conteúdo. Ainda assim, concordava com a opinião geral porque acreditava nos argumentos que me apresentavam para justificar a opção por não estudar teoria musical. Quando comecei a participar de gravações em estúdio, foi que ter conhecimento prévio sobre andamentos, estruturas rítmicas e harmônicas passou a fazer diferença em relação aos demais músicos que eu acompanhava. Em determinados momentos, era quase impossível chegar a um consenso sobre um arranjo ou sobre a constru...

40 anos de uma obra-prima do metal

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40 anos de uma obra-prima do metal Clique na imagem e adquira o álbum Na postagem anterior do blog (leia aqui), escrevi sobre ter assistido à apresentação do Metallica na festa de premiação do Grammy de 1989. Mas a banda que eu viria a conhecer depois era um pouco diferente daquela que se apresentou tocando “One” . E é por conta dessa fase que quero comentar com você, leitor, sobre 40 anos de uma obra-prima do metal . Já era início dos anos 1990, mas ainda não havia um frenesi midiático em torno da banda por conta do lançamento de “Enter Sandman” , “Sad But True” e “Nothing Else Matters” . Um belo dia, um grande amigo comentou que havia comprado um LP do Metallica. Era exatamente Ride the Lightning . Logo pedi o disco emprestado e gravei uma fita K7 para ouvi-la em casa depois que devolvesse o original ao seu dono. Ride the Lightning , lançado em julho de 1984 — em alguns locais no dia 25 e, em outros, no dia 27 — pela gravadora independente Megaforce Records, é o sucessor de Kill ’Em...