Um treinamento para guitarristas iniciantes

Um treinamento para guitarristas iniciantes

Clique na imagem e conheça o treinamento

Quando comecei a me interessar por música, os primeiros acordes que aprendi foram por meio da observação. Ao frequentar a igreja com meus avós, eu ficava olhando atentamente para o que os violeiros estavam fazendo para poder replicar aquilo quando tivesse oportunidade.

Em um segundo momento, já depois de algum tempo treinando os dedos na escala do instrumento, eu pedia para que eles me mostrassem o que estavam fazendo. Isso pode parecer pouco, mas, para quem não sabe absolutamente nada, aprender um único acorde já é algo sensacional. Aprender o segundo significa dobrar o conhecimento. E assim foi durante alguns meses.

Por mais que já tenham se passado mais de três décadas — quase quatro, na verdade —, a sensação de estar aprendendo aquilo ainda está muito presente na minha memória afetiva. Afinal, tratava-se da realização de um sonho. Foram dias de apreensão, expectativa, dúvidas e ansiedade até conseguir colocar as mãos em um violão e tentar reproduzir o pequeno repertório que eu havia aprendido.

As primeiras aulas de violão

A emoção maior veio quando me inscrevi para ter aulas de violão pela primeira vez.

Logo na primeira oportunidade de acompanhar aquilo que o professor tinha para nos transmitir, percebi que não precisava aprender tudo de uma vez. Nos intervalos entre uma aula e outra, eu simplesmente praticava incansavelmente o conteúdo da aula anterior até conseguir executá-lo perfeitamente — pelo menos na minha cabeça.

A cada nova lição, era como se um novo mundo de possibilidades se abrisse diante de mim.

Por mais que doesse praticar os acordes em um instrumento desregulado, com cordas de aço machucando os dedos, aquele sacrifício parecia justo. E o esforço era reconhecido como algo meritório por quem acompanhava minha dedicação.

Infelizmente, não foram tantas aulas assim. Ainda assim, pude aprender o básico para me virar sozinho, mesmo sem ter acesso a um material didático de qualidade que me permitisse continuar os estudos de maneira estruturada e consistente.

Das aulas presenciais para as aulas online

Avançando bastante no tempo, já com alguns alunos tendo aulas presenciais e pela internet, surgiu a proposta de gravar as aulas em vídeo para que os estudantes pudessem rever as lições quando e onde quisessem.

Eu já conhecia as plataformas de cursos online, pois havia participado de alguns treinamentos nesse formato. Porém, não me parecia ser o caso de montar um curso completo e disponibilizá-lo para venda.

Ainda assim, tirei algumas horas e, utilizando uma câmera digital que estava disponível na ocasião, gravei os vídeos de maneira improvisada, com o conteúdo que costumava ensinar. Depois, publiquei tudo no YouTube para que os alunos pudessem assistir.

Embora o resultado fosse rudimentar, com qualidade de áudio e vídeo bastante precária quando comparada às possibilidades atuais, a verdade é que aqueles vídeos ajudaram muita gente a rever o conteúdo e esclarecer dúvidas.

O desafio de ensinar música no YouTube

Ocorreu algo interessante.

Para quem já era meu aluno e pagava pelas aulas, a adesão foi total. Recebi depoimentos relatando resultados potencializados e maior assimilação das lições.

Entretanto, quando abri o conteúdo para o público em geral, os principais feedbacks que recebi estavam relacionados à qualidade do áudio, do vídeo e a outros aspectos que passavam longe do conteúdo didático propriamente dito.

Foi quando fiz uma rápida pesquisa para tentar compreender exatamente o que estava acontecendo.

A resposta mais consistente que encontrei foi que muitas pessoas estavam no YouTube mais em busca de entretenimento do que de conteúdo didático. Entrei em contato com outros músicos que disponibilizavam aulas na plataforma e, sem exceção, eles relatavam experiências semelhantes.

Os que mantinham uma sequência recorrente de aulas geralmente já atendiam a um público segmentado por outros meios: alunos presenciais, estudantes de escolas de música ou pessoas que utilizavam aquele conteúdo como complemento de algum outro projeto.

Isso me fez compreender uma coisa importante: ter um conteúdo disponível gratuitamente não significa necessariamente que ele será valorizado ou estudado por quem o encontra.

Por que um treinamento pode fazer diferença?

Foi então que retirei as aulas do YouTube e passei a mantê-las em uma área de membros da Hotmart, para quem quisesse adquirir o treinamento por um preço simbólico.

Ao pagar, mesmo que seja um valor baixo, a pessoa pode ter uma motivação adicional para estudar. Ao mesmo tempo, quem recebe algo gratuitamente muitas vezes não atribui o mesmo valor ao conteúdo e acaba desdenhando justamente de algo que poderia ser útil.

Afinal, quem estuda qualquer assunto sabe que as informações não são “coisas de outro mundo” e que provavelmente estarão disponíveis gratuitamente na internet. O problema está na organização do conteúdo, na continuidade, na metodologia e na identificação com quem está ensinando.

Quando se adquire um treinamento online ou um livro, por mais que ele possa não ser exatamente aquilo que se esperava, existe um método, uma organização, uma sequência de aprendizado e, em muitos casos, algum tipo de suporte. Esses elementos podem fazer uma diferença enorme para quem está começando.

KR Guitarra Original: um treinamento para iniciantes

Por isso, o KR Guitarra Original continua disponível para quem quiser começar a aprender os elementos básicos da guitarra.

Já estou estudando a possibilidade de atualizá-lo, pois considero justo oferecer uma versão com maior qualidade de áudio e vídeo, além de ajustar a didática a partir dos feedbacks recebidos ao longo do tempo.

E o que mais me motiva a dedicar tempo e esforço a esse projeto é ter concluído o livro “Teoria Musical – Conceitos e Fundamentos”, que já está disponível em sua versão digital e ajuda a preencher uma lacuna de aprendizado que percebo na maioria dos alunos.

Eles querem tocar um instrumento — neste caso, a guitarra —, mas acabam perdendo muito tempo de sua evolução técnica por não compreenderem os fundamentos básicos da teoria musical.

É como querer se comunicar em um idioma que ainda não conhecemos a gramática.

Teoria musical para quem quer aprender guitarra

Por mais que eu compreenda a ansiedade de quem quer começar a tocar um instrumento — afinal, eu também já passei por isso —, considero fundamental dedicar algum tempo ao estudo dos elementos teóricos antes de tentar assimilar uma grande quantidade de conteúdo técnico.

Aprender guitarra não precisa ser complicado. O problema é tentar avançar sem compreender os fundamentos que organizam aquilo que estamos fazendo.

Quando entendemos a linguagem musical, acordes, escalas, intervalos, ritmos e outros elementos deixam de ser informações isoladas e passam a fazer parte de um sistema que podemos compreender e utilizar de maneira consciente.

Foi justamente essa experiência, acumulada ao longo de anos de estudo e ensino, que me levou a desenvolver tanto o treinamento KR Guitarra Original quanto o livro “Teoria Musical – Conceitos e Fundamentos”.

Aprender música é uma questão de começar

Então, no final desta postagem, assim como faço em todas, disponibilizo os links para conhecer tanto o livro “Teoria Musical – Conceitos e Fundamentos” quanto o treinamento KR Guitarra Original.

Se o interesse por música trouxe você até aqui, parece plausível que exista também o desejo de ir além: aprender mais sobre música ou começar a tocar um instrumento.

E, nesse caso, acredito que não existam tantos obstáculos assim.

Existe o desejo encontrando a possibilidade.

Basta decidir agarrar a oportunidade e começar.



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