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Minha jornada musical de quase 30 anos

Não é segredo que a música faz parte da minha vida desde os 8 anos. Depois de quase três décadas de contato com essa arte, olho para trás e reconheço que ainda fiz pouco pela minha própria música. Em cada fase, o aprendizado de um instrumento teve motivações e objetivos bem distintos.

No início, era pura curiosidade e a magia de extrair algum som de um Giannini velho. Depois veio a necessidade de dar musicalidade àquele amontoado de sons recém-descobertos. A paixão pelas obras de Mozart, Beethoven, Bach e Vivaldi, junto com o violão flamenco e as modas de viola brasileiras, passou a ditar as regras assim que as escalas e os acordes começaram a ser assimilados e executados com convicção.

O grande divisor de águas chegou com o Metallica e a obsessão por amplificadores e guitarras elétricas. Tive a sorte de contar com amigos que tocavam em bandas e sempre emprestavam instrumentos e equipamentos. Toquei muito com uma guitarra Jennifer vermelha e um amplificador Staner. Por sorte, nunca desenvolvi traumas por não ter equipamentos de ponta: focava na performance e nos estudos, deixando a parte de gear para terceiros. Tocávamos em bares que já tinham seus próprios equipamentos e ensaiávamos em estúdios que, muitas vezes, também alugavam instrumentos.

A base erudita e o foco no violão tornaram a transição para a guitarra elétrica bem tranquila. O braço era mais confortável, o som ganhava clareza no amplificador e a possibilidade de abrir e fechar agudos, trocar de captador e usar afinações alternativas compensava a mudança. Assim que pude, comprei um pedal Vetron e um compressor Boss. Ainda criança, tive a sorte de encontrar alguém vendendo equipamentos e arrematei o Vetron, um pedestal de microfone e um microfone Philips antigo.

Toquei em algumas bandas antes de comprar minha primeira guitarra própria: uma Flying V feita por um luthier de Porto Alegre. No mesmo ano adquiri um baixo para tocar em uma banda de thrash metal (a guitarra era do guitarrista e fundador do grupo, apresentado por aquele mesmo amigo da Jennifer e do Staner). O que veio depois — instrumentos que tive e bandas pelas quais passei — já contei neste blog.

Faço este preâmbulo para justificar o fato de que, a cada dia, faço o possível para seguir em frente e fazer minha música acontecer. Carrego a vivência dos palcos e estúdios pelos quais passei, mantenho amizades na cena musical e preservo o mesmo amor pela música que sentia no início. Compus algumas dezenas de músicas e, aos poucos, gravo e divulgo esse trabalho. Se no começo eu era apenas um menino com um violão velho, hoje construo um home studio, tenho equipamentos e instrumentos de qualidade, invisto em conhecimento técnico e me sinto cada vez mais motivado a realizar o que as pessoas esperam de mim — e a produzir algo real que represente dignamente todo o tempo e dinheiro investidos ao longo dos anos.

Meu plano é, com o estúdio em funcionamento, focar ainda mais na música e compartilhar o trabalho com quem tiver interesse. Pretendo voltar a lecionar, escrever alguns livros e gravar vídeos mostrando meu processo e o resultado dos estudos. Como todos poderão acompanhar, continuo seguindo em frente e acredito que muita coisa boa ainda está por vir.

Equipamentos à venda

Estou vendendo alguns itens que me serviram bem por um tempo, mas que não fazem mais sentido agora que estou adquirindo novas ferramentas:

- Manual do Pro Tools M-Powered 7.1  

- Pro Tools M-Powered 7.4  

- Mac PowerPC G5  

- OSX Leopard  

- Interface Tascam US-1800  

- Microfone Behringer XM8500

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