Compartilhamento de opiniões
Compartilhamento de opiniões
Como escolher quem acompanhar na internet
Estava conversando com alguns amigos quando, em determinado momento, surgiu o assunto que quero abordar aqui hoje. Falo das pessoas que eventualmente seguimos no Twitter, YouTube, Facebook e outras plataformas em busca de informações, afinidades musicais ou por qualquer outro motivo.
Felizmente, podemos escolher algumas dessas pessoas que compartilham suas opiniões em blogs, canais e programas sobre os mais diversos assuntos, como é o meu caso.
Para ilustrar, vou citar alguns exemplos de programas e blogs que acompanho atualmente em busca de informações sobre música.
Canais e blogs sobre música que acompanho
O canal Kazagastão é o mais interessante para mim por diversos motivos. O Heavy Lero, programa semanal apresentado por Gastão Moreira e Clemente Nascimento, reúne duas personalidades com grande experiência no universo da música e que se dedicam a buscar e compartilhar informações a respeito.
Cada um deles possui uma longa trajetória nesse ramo e, para mim, são fontes confiáveis sobre diversos segmentos do rock em geral.
O formato também é bastante interessante: imagens de clipes e shows são intercaladas com os comentários dos dois, sentados em um sofá cercado de bonecos e instrumentos, como se estivessem fazendo um descontraído bate-papo em um ambiente adolescente — sic.
A cada semana há uma atração diferente, normalmente apresentada em um programa compacto de aproximadamente vinte minutos. Para completar, Gastão compartilha seu vasto arquivo de entrevistas dos tempos de MTV, trazendo de volta conversas com personalidades muito influentes do rock.
Posso citar também outros programas, como o Rig On Fire, no qual o guitarrista Silas Fernandez fala sobre equipamentos e seus trabalhos.
Há ainda o blog Na Mira do Régis Tadeu no Yahoo, no qual o ex-dentista e atual crítico musical escreve sobre música e outros assuntos que considera oportunos.
Também acompanho o canal da Guitar Player, que apresenta diversos vídeos complementares às matérias da revista.
Além desses, existem os canais oficiais de diversos artistas que admiro e também de produtores e fabricantes que falam sobre música, equipamentos, plugins e produção musical.
O lado negativo do compartilhamento de opiniões
Pois bem, agora vem o lado ruim disso tudo.
Várias pessoas totalmente descompromissadas com qualquer coisa publicam vídeos quase diariamente apenas para reclamar e falar mal de terceiros, com o claro objetivo de conseguir curtidas ou gerar comentários.
Nesse momento, dou-me o direito de não citar ninguém, pois o objetivo aqui não é criticar vídeos ou opiniões específicas, mas fazer os nobres leitores, que dedicam um tempinho para acompanhar minhas postagens, pensarem a respeito.
Será que vale a pena dar atenção a quem utiliza as ferramentas disponibilizadas pela internet apenas para detonar alguém?
Acredito que todo mundo tem o direito de publicar vídeos e escrever textos sobre o que quiser. Porém, é sempre necessário pensar nas intenções de uma pessoa ao emitir uma opinião antes de apoiá-la, compartilhá-la ou comentá-la.
Mesmo quando fazemos isso para discordar, estamos ajudando a ampliar o alcance daquele conteúdo. Uma hora ou outra, podemos acabar comprando uma ideia equivocada e, consequentemente, colocando em dúvida nossa própria credibilidade.
Por isso, desconfie de quem passa o tempo todo denegrindo a imagem de outras pessoas ou banalizando o trabalho alheio, sem que exista uma opinião sincera ou argumentos consistentes por trás disso.
Minha dica é procurar acompanhar jornalistas, críticos, músicos e produtores que tenham uma reputação a zelar, pessoas que possuam um trabalho anterior consistente e que justifique a exposição que conquistaram.
Tudo bem que o politicamente correto dos dias atuais pode ser bastante irritante. Mas admirar alguém que utiliza uma linguagem dura, atira para todos os lados e, ao mesmo tempo, não oferece credibilidade ou informações úteis é mais patético ainda.
Compartilhar conhecimento de forma construtiva
O que me levou a escrever este texto não foi alguém que tenha me estressado, mas justamente as pessoas que têm entrado em contato comigo para tirar dúvidas sobre equipamentos que já utilizei, por exemplo.
Ou aquelas que escutam algum dos CDs que indico e comentam que tinham a mesma opinião que eu sobre determinado assunto, mas nunca haviam comentado porque achavam que aquilo era besteira.
É esse aspecto construtivo do compartilhamento de opiniões e conhecimento que devemos tentar disseminar.
Assim como ajudo algumas pessoas, também tenho aprendido muito com muitas outras. Afinal, a internet é uma ferramenta extremamente poderosa, mas precisamos aprender a utilizá-la de maneira positiva e em nosso próprio benefício.
Compartilhar uma opinião não deveria significar simplesmente convencer alguém de que estamos certos. Pode significar apresentar uma experiência, levantar uma questão, indicar uma música, recomendar um equipamento ou simplesmente iniciar uma conversa.
No fim das contas, talvez seja essa a melhor maneira de aproveitar a internet: não apenas falando, mas também ouvindo, aprendendo e compartilhando conhecimento.
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