Noite de hard rock em Porto Alegre/RS

 Noite de Hard Rock em Porto Alegre/RS

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Para esta primeira postagem de fevereiro de 2015, quero falar sobre o show que acompanhei na sexta-feira, dia 06/02, em Porto Alegre/RS.

Saí de Cachoeirinha por volta das 17h e não demorei mais do que dez minutos para embarcar no ônibus da Transcal, em frente ao Big Cachoeirinha. A viagem levou aproximadamente 25 minutos até a Estação Aeroporto do Trensurb, em Porto Alegre. De lá, foram mais uns dez minutos de caminhada até o Pepsi On Stage, onde, timidamente, algumas pessoas já formavam fila para entrar no local.

Depois de aproximadamente mais meia hora de espera, as portas se abriram.

Rapidamente, eu já estava na pista comum da casa, que também contava com a pista Premium, localizada bem em frente ao palco, além dos mezaninos nas laterais e de frente para o local onde as atrações se apresentavam.

Para não ficar com a garganta seca logo no início da noite, paguei R$ 8,00 por uma latinha de Budweiser servida em um copo descartável.

O pequeno público que já estava no local pôde assistir a um show curto, mas interessante, da banda Elixir, da Serra Gaúcha, responsável pela abertura do evento.

Eles tocaram algumas músicas próprias e dois covers: Dream On, do Aerosmith, e Nightrain, do Guns N' Roses.

Foi interessante perceber que, mesmo sendo pequeno, o público gostou bastante da apresentação da banda. Já vi muita gente ser praticamente execrada em shows de abertura, mas, devido ao fato de o evento ter começado rapidamente e de a banda ser interessante, isso não aconteceu.

Muito pelo contrário.

O pessoal aplaudiu a performance e ainda pediu “mais um”.

Winger ao vivo em Porto Alegre

Em seguida, entrou no palco a banda Winger, liderada por Kip Winger e tendo como grande destaque o guitarrista Reb Beach, que eu já havia visto em 2006 tocando com o Whitesnake.

Eles fizeram um show relativamente curto, durando aproximadamente uma hora, ou talvez nem tanto.

Confesso que estava receoso em relação à apresentação, pois Winger nunca foi uma das minhas bandas favoritas.

Entretanto, gostei bastante do show.

Todos os músicos esbanjavam talento, alegria e muito feeling. A banda conseguiu prender bastante minha atenção, tanto que somente depois que eles se despediram notei que o local já estava cheio.

Na verdade, acredito que, mesmo com todas as virtudes observadas e com uma apresentação bastante agradável, o Winger não acrescenta muita coisa em termos musicais ou artísticos atualmente.

É uma banda que, possivelmente, poderá ser esquecida novamente em pouco tempo.

Talvez seu retorno à atividade também tenha recebido maior atenção pelo fato de seu guitarrista estar tocando paralelamente no Whitesnake.

Mr. Big e uma noite de grandes músicos

Você coloca no palco uma banda com 30 anos de estrada, uma dezena de sucessos radiofônicos e uma dupla como Paul Gilbert e Billy Sheehan, responsáveis pela guitarra e pelo baixo, e fica difícil dar errado.

Embora o som estivesse um pouco ruim no início da primeira música, o show foi realmente aquilo que se podia esperar.

No começo do evento, o pessoal do bar comentava que o local estaria vazio devido ao tradicional êxodo para o litoral nos finais de semana. Mas o que se constatou foi um bom público prestigiando os americanos do Mr. Big.

Diferentemente do Winger, os integrantes do Mr. Big estiveram mais presentes na cena musical nos últimos anos.

O próprio Mr. Big já havia tocado em Porto Alegre poucos anos antes e estava promovendo um álbum novo, algo que sempre considero mais interessante do que uma mera apresentação comemorativa.

Muito mais do que uma noite para fãs de Hard Rock

Não vi no Pepsi On Stage apenas fãs de Hard Rock.

É claro que havia músicos interessados em assistir e ficar babando diante da técnica apurada da dupla Billy Sheehan e Paul Gilbert, mas o que se viu foram centenas de pessoas que estavam ali simplesmente pela música.

Não era apenas uma celebração de um estilo específico, mas cerca de três horas de bom Rock and Roll, embaladas por três bandas que se mostraram muito competentes dentro de suas possibilidades.

O Mr. Big tocou praticamente todas as suas canções de sucesso da década de 1990, além de algumas boas músicas de seus dois últimos álbuns.

É incrível ver Paul Gilbert e Billy Sheehan lado a lado em sua banda mais famosa e perceber como os dois crescem ainda mais quando tocam juntos as músicas clássicas do Mr. Big.

A lamentar, talvez, apenas a voz de Eric Martin.

Embora seja um bom cantor, considero que seu timbre se torna mais irritante com o passar do tempo.

Porém, isso é algo com que todos que conhecem o Mr. Big sempre conviveram, portanto não chega a ser algo que desabone a banda.

Mesmo assim, Eric Martin continua sendo um vocalista carismático e simpático com os fãs, o que certamente conta muitos pontos a seu favor.

Pat Torpey e o lado mais emocionante do show

Para encerrar este relato simples e sem as costumeiras fichas técnicas, só tenho a lamentar o fato de Matt Starr precisar mostrar que era um baterista firme e vigoroso.

Pat Torpey, de quem sempre fui fã, apresentava uma debilidade avançada devido à sua doença e tocava pouco seu instrumento, reduzindo sua participação a um kit de percussão localizado ao lado da bateria principal e a uma pandeirola.

Menos mal que sua voz e sua alegria ainda estavam saudáveis e que ele tenha acompanhado a banda na turnê, em vez de permanecer em casa de repouso devido às suas condições de saúde.

Uma grande noite de Rock em Porto Alegre

Resumindo: a noite foi muito boa, mesmo considerando o alto valor da cerveja e o transtorno que sempre é voltar para casa naquele horário, quase meia-noite, depois de um evento realizado na região onde ficava o Pepsi On Stage.

É reconfortante saber que essas velhas bandas ainda estão na estrada, continuam interessantes e ainda podem ser consideradas estrelas do Rock.

Mesmo que seja necessário levar em consideração diversas coisas que possam depor contra isso, ainda vale a pena revisitar essas histórias da música de vez em quando.

Afinal, noites como essa mostram que o Hard Rock e o Rock and Roll continuam vivos, especialmente quando grandes músicos sobem ao palco para celebrar uma história construída ao longo de décadas.

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