Regis Tadeu, um chato a ser reconhecido

Régis Tadeu, um chato a ser reconhecido

Clique na imagem e conheça o ecossistema KRP

Na vida, encontramos chatos que, por determinado período, chegam a tirar nosso sossego e nos proporcionar momentos de dissabor. Mas o conceito de “chato” pode ser muito amplo. Na infância, nossos pais normalmente são os “chatos” que terminam com a brincadeira ao nos chamar para comer, tomar banho ou colocar um casaco. Na adolescência, os chatos são aqueles professores que fazem com que nos esforcemos nos estudos. Na fase adulta, encontramos os chatos que nos questionam no trabalho ou em outras atividades.

Eu me atenho aqui aos “chatos” que somam em nossas vidas, daqueles de quem sentimos falta quando perdemos o contato e que, de alguma maneira, contribuem para nossa formação.

Um desses caras “chatos” encontrei por acaso quando assistia ao tedioso e já descartável Programa do Jô, em uma época em que ainda contava com atrações interessantes. Foi assim que conheci o até então desconhecido Régis Tadeu. Já naquela época, fiquei satisfeito com o conhecimento sobre música apresentado por ele.

Passei a prestar atenção em seu trabalho nas Revistas Cover, publicações direcionadas a músicos e específicas para instrumentos como guitarra, bateria, baixo e teclado. Depois, veio o contato com seu blog no portal do Yahoo.

Não chego a acompanhar seu trabalho no Programa Raul Gil, pois não sou fã do formato do programa e calouros normalmente me irritam. Entretanto, leio constantemente suas postagens no blog Na Mira.

Garimpando no YouTube em busca de informações musicais, assisti a entrevistas suas com alguns artistas, algumas de suas reportagens, críticas e recomendações de shows, além de suas aparições em programas como o Vitrola Verde. Também acompanhei seus comentários sobre o Rock in Rio, o cenário musical e a série Os 100+ e –, que, infelizmente, teve apenas uma temporada. Nela, Régis Tadeu sugeria a audição de determinados discos e, ao mesmo tempo, detonava outros álbuns de artistas consagrados.

Régis Tadeu e o conhecimento sobre música

Minha maior admiração pelo trabalho do cara veio quando assinei o Conaprom, um conjunto de palestras com diversas personalidades direcionadas para quem trabalha no meio musical.

Nessa palestra, Régis Tadeu fala algumas verdades óbvias a respeito do cotidiano de bandas em formação, além de abordar erros comuns e apresentar sugestões para quem pretende construir uma carreira musical.

Sinto falta de opiniões sinceras a respeito de música na mídia, assim como de alguém trabalhando pela música nas rádios. Mais ainda agora que a Rádio Ipanema saiu do ar aqui no Rio Grande do Sul.

Para quem beira os quarenta anos e cresceu na época do vinil e das rádios ditando grande parte das tendências musicais, personagens como Régis Tadeu devem ser questionados a respeito de seus conhecimentos culturais.

Precisamos conversar mais, sentar e ouvir atentamente os álbuns que não conhecemos, em vez de apenas pertencer a algumas comunidades nas redes sociais.

Um crítico que incomoda, mas faz pensar

Mesmo sendo um “chato” para a maioria da audiência do Programa Raul Gil, exagerando algumas vezes em seus comparativos e embora eu não concorde com grande parte de suas opiniões, sempre penso a respeito das coisas que ele escreve e corro atrás do material que ele indica.

Isso acontece porque também sou da opinião de que existe uma grande produção de qualidade na música atualmente, que só não é maior e mais conhecida por causa da acomodação e da falta de critério de um público sem cultura musical.

Talvez eu seja idiota por ter como referência um cara como Régis Tadeu, mas prefiro me abraçar à idiotice a me entregar aos modismos comodistas e superficiais que bombardeiam 95% das pessoas.

No fim das contas, talvez esse seja justamente o papel de um bom “chato”: incomodar, provocar, questionar e fazer com que a gente procure respostas por conta própria.

Fica a dica:

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis

Assista todos os episódios de KRPCast clicando aqui;

Conheça o ecossistema KRP clicando aqui;

Ouça a Heavinna no Spotify clicando aqui;

Para mais informações entre em contato clicando aqui;

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

5 álbuns indispensáveis do thrash metal

O que realmente importa?

El Diablo

Um conto de inverno

O amor vence o tempo

A parte deslocada

Ecossistema KRP

Começando a estudar música

Luthieria

Noite de hard rock em Porto Alegre/RS