Noites de inverno (single)
Em algum momento de 2014, decidi retornar ao formato Apple + Pro Tools, que já havia utilizado alguns anos antes. Por comodidade, adquiri uma interface da Avid, da linha Fast Track — fruto da época em que a empresa havia incorporado a M-Audio. O pacote incluía uma versão do Pro Tools Express, um iLok e outros acessórios necessários para o funcionamento do pacote. Lembro-me de ter pesquisado na internet e encontrado um vídeo tutorial do produtor musical Warren Huart, que demonstrava como gravar faixas utilizando exatamente esse conjunto. Já havia adquirido um Mac Mini, e foi nesse ambiente que comecei a registrar uma versão adaptada das músicas da Evocation utilizando meus instrumentos de praxe, uma guitarra Epiphone Les Paul Standart e meu baixo Cort B4.
A ideia surgiu após a tentativa fracassada de reunir a banda em 2015. Apesar do insucesso da empreitada, dessa reunião nasceram duas gravações: Dark, Flame & Blood e Freezing War, (ouça aqui) ambas com a participação de Neof, da Cultus Funeris, nos vocais. Como o projeto não avançou, decidi aproveitar o clima nostálgico que pairava no ar e experimentar as ferramentas do Pro Tools Express em versões inspiradas no black metal da década de 1990.
Foi nesse contexto que gravei a faixa Black in the 90’s (ouça aqui), baseada na ideia da música Morbid God. Cheguei a escrever uma letra em português para ela, mas não fiquei satisfeito com o resultado e mantive a versão instrumental.
Essa composição integrou um projeto lançado em uma plataforma fechada, que acabou gerando debates intensos. Das resenhas e discussões nasceu o projeto Khramus (ouça aqui). Em determinado momento, argumentei que o black metal norueguês evocava a atmosfera das noites de inverno — uma referência a um comentário de um ex-colega da banda In Pace, que dizia que o álbum Stormblast, do Dimmu Borgir, era “música de inverno”. Essa percepção dialogava diretamente com o contexto da Evocation, em 1996, quando as noites frias e chuvosas do inverno gaúcho moldaram parte da identidade da banda.
Mais tarde, ao reunir os “filhos feios” para lançar as músicas publicamente, percebi que o título Black in the 90’s soava deslocado. A sonoridade remetia ao sentimento nostálgico que eu buscava, mas o nome não traduzia essa essência. Assim nasceu Noites de Inverno — um título mais apropriado, que reflete a melancolia da estação, mas também suas variações tempestuosas e contrastantes.
E foi assim que, no Natal de 2025, essa versão definitiva ganhou vida e foi lançada nas principais plataformas de streaming do mundo, como um testemunho da memória, da persistência e da atmosfera que sempre acompanhou minha trajetória musical.
A ideia surgiu após a tentativa fracassada de reunir a banda em 2015. Apesar do insucesso da empreitada, dessa reunião nasceram duas gravações: Dark, Flame & Blood e Freezing War, (ouça aqui) ambas com a participação de Neof, da Cultus Funeris, nos vocais. Como o projeto não avançou, decidi aproveitar o clima nostálgico que pairava no ar e experimentar as ferramentas do Pro Tools Express em versões inspiradas no black metal da década de 1990.
Foi nesse contexto que gravei a faixa Black in the 90’s (ouça aqui), baseada na ideia da música Morbid God. Cheguei a escrever uma letra em português para ela, mas não fiquei satisfeito com o resultado e mantive a versão instrumental.
Essa composição integrou um projeto lançado em uma plataforma fechada, que acabou gerando debates intensos. Das resenhas e discussões nasceu o projeto Khramus (ouça aqui). Em determinado momento, argumentei que o black metal norueguês evocava a atmosfera das noites de inverno — uma referência a um comentário de um ex-colega da banda In Pace, que dizia que o álbum Stormblast, do Dimmu Borgir, era “música de inverno”. Essa percepção dialogava diretamente com o contexto da Evocation, em 1996, quando as noites frias e chuvosas do inverno gaúcho moldaram parte da identidade da banda.
Mais tarde, ao reunir os “filhos feios” para lançar as músicas publicamente, percebi que o título Black in the 90’s soava deslocado. A sonoridade remetia ao sentimento nostálgico que eu buscava, mas o nome não traduzia essa essência. Assim nasceu Noites de Inverno — um título mais apropriado, que reflete a melancolia da estação, mas também suas variações tempestuosas e contrastantes.
E foi assim que, no Natal de 2025, essa versão definitiva ganhou vida e foi lançada nas principais plataformas de streaming do mundo, como um testemunho da memória, da persistência e da atmosfera que sempre acompanhou minha trajetória musical.
Noites de Inverno (Single): Ouça aqui: https://onerpm.link/130001413248https://onerpm.link/130001413248
%20(Capa).png)
Comentários
Postar um comentário