Demonstrações públicas e explícitas de idiotice

Demonstrações públicas e explícitas de idiotice na internet

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O motivo que me levou a fazer esta postagem é o seguinte: às vezes sou questionado a respeito do meu blog. Coisas do tipo:

“Cara, por que tu tens um blog? Você fala do quê?”

Essas perguntas já fizeram com que eu me questionasse sobre a utilidade de um blog para alguém que divide as atenções entre uma profissão de assistente administrativo em uma empresa, é pai de quatro filhos e amante incondicional de música.

Em muitos períodos, fiquei meses sem postar qualquer coisa por falta de tempo ou mesmo de um direcionamento claro a ser seguido a partir do que já tinha sido feito. Em outras ocasiões, acabei excluindo postagens por considerá-las desinteressantes ou fora de contexto.

Porém, nunca deletei minha página porque, muitas vezes, este espaço se mostrou útil para alguém além de mim.

Quando fiz minha primeira postagem, em 2011, pensava em escrever um texto por semana, algo mais poético sobre assuntos que vivia no dia a dia ou que já tinha vivido ao longo dos meus mais de trinta anos de vida.

Nunca pensei em escrever para muitas pessoas, mas sim para aquelas que estavam próximas, que faziam parte do meu ciclo de amizades.

Entretanto, não imaginava que as pessoas pudessem se afastar tanto, a ponto de ficar mais de um ano sem encontrar um amigo para beber umas cervejas, por exemplo.

Vivemos um período em que as pessoas ficam mais conectadas pela internet, utilizando WhatsApp, Facebook e outras ferramentas, mas quase nunca conversam pessoalmente.

Com isso, ficou muito difícil sair para beber com os amigos e promover momentos para o debate de ideias e a livre argumentação sobre assuntos comuns a todos.

A violência, a iminente crise financeira e, por que não dizer, a preguiça fazem com que as pessoas fiquem trancadas em suas casas, saindo apenas para cumprir suas obrigações, como trabalhar e estudar.

Com essa realidade, peguei-me fazendo a mesma coisa. Tenho mais contato com as pessoas pela internet do que pessoalmente.

Até aqui, nada demais. Sou apenas mais um tentando se adaptar à realidade.

A internet e o excesso de informação

A internet me proporcionou acesso a coisas como documentários, que antes dela aparecer eu não encontrava por aqui. Álbuns inteiros são colocados no YouTube para que possamos conhecer ou simplesmente ouvir determinados artistas.

Hoje temos um mar de informações que não tínhamos antes. Isso é muito bom, teoricamente.

Falo isso porque a internet também deu voz a quem não tem nada a dizer. E, por não ter nada a dizer, muita gente polui a rede com bobagens.

Já vimos diversas situações em que pessoas fazem comentários racistas nas redes sociais, gerando milhares de comentários de todos os tipos.

Muitas vezes, essas pessoas não são realmente contra a presença dos negros no convívio social — algumas até possuem amigos negros —, mas, por pura idiotice, posicionam-se sobre determinados assuntos de forma realmente infeliz apenas para polemizar.

Pego o racismo como exemplo porque estamos na semana da Consciência Negra, mas existem muitos outros assuntos em que muita gente se coloca em situações desconfortáveis, e até perigosas, por não avaliar bem as possíveis consequências de seus atos.

O pior é que existem pessoas que realmente são racistas, ou defendem outras formas de preconceito, e que se infiltram em meio a esses grupos para dar voz às suas ideias e crenças, instigando uma série de situações reais que acabam sendo trágicas.

A busca por popularidade na internet

A internet criou outro fenômeno bastante curioso e patético: dar notoriedade a pessoas, na maioria das vezes jovens e adolescentes, que passam o dia inteiro postando fotinhos na internet e compartilhando detalhes de tudo o que estão fazendo, como se isso fosse interessante para qualquer outra pessoa além delas mesmas e de outros que fazem a mesma coisa.

Acredito que toda forma de admiração ou devoção exagerada direcionada a alguém ou alguma coisa é pura idiotice, ainda mais quando o objeto dessa admiração não passa de um moleque idiota.

Pensando dessa forma, não consigo entender realmente quem tenta ser o “famosinho” da semana, muito menos o público dessas pessoas.

O que essa gente tem na cabeça?

Nada, realmente.

A sorte é que, no meu caso, apenas as pessoas que conheço pessoalmente costumam ler minhas postagens e deixar comentários, salvo raras exceções.

Claro que excluo os comentários, mas sempre leio todos, e muitos eu respondo por e-mail ou de outra forma, diretamente à pessoa.

Faço isso porque gosto de saber o que as pessoas pensam a respeito de algo que escrevo. Entretanto, não quero transformar este espaço, que é meu, em um canal de debates. Quero apenas deixar o meu recado.

Isso sem contar que muitos comentários são bastante particulares, e não me sinto à vontade para expor as pessoas neste espaço, por mais que elas não se importem com isso.

Escrever na internet e fazer uma autocrítica

Fazendo uma autocrítica, talvez eu não devesse fazer questão de publicar certas opiniões neste espaço. Afinal, não sou jornalista ou escritor. Tenho apenas o ensino médio e, portanto, não considero que escreva bem, muito menos que tenha a habilidade de me expressar de forma clara e inteligente.

Contudo, os meus textos mais acessados e comentados são justamente aqueles em que falo sobre álbuns de heavy metal ou equipamentos de áudio.

Sobre os álbuns, sinto-me à vontade para escrever porque sou músico há mais de vinte anos e escutei muitas e muitas vezes cada um dos trabalhos que comentei.

Já os equipamentos que menciono e comento são coisas que utilizei aqui no meu home studio. Portanto, consigo descrever suas características porque realmente os utilizei e venho estudando bastante esse assunto desde 2012.

O objetivo do meu blog

Bom, o que espero das pessoas que leem o que escrevo aqui é que simplesmente pensem a respeito do assunto em questão por algum momento, caso ele seja do interesse delas.

Não tenho a ambição de ter milhares de visualizações ou de ver meus textos publicados em outras plataformas.

Quero que meus amigos saibam o que penso e o que venho fazendo como músico.

Gostaria muito que este espaço se tornasse apenas um complemento para o meu trabalho artístico.

Venho gravando muito material durante os últimos dois anos e, em breve, vou finalizar algumas músicas e divulgá-las por aqui. Portanto, utilizaria o blog para mostrar detalhes, processos e coisas do tipo.

Essa seria, para mim, uma das principais utilidades deste espaço: registrar o que estou fazendo e compartilhar parte do meu trabalho musical.

Quando a crítica vira provocação

Por incrível que possa parecer, o que mais me incomoda na internet são aquelas pessoas que deliberadamente falam mal de algum artista ou personalidade apenas para conseguir likes e compartilhamentos.

Eu, particularmente, adoro quando um crítico musical dá uma “detonada” em um artista, quando um humorista faz uma piada engraçada ou quando alguém provoca uma discussão interessante.

Esse tipo de coisa é divertido para mim, desde que haja uma argumentação coerente, um critério claro e, principalmente, bom humor.

Eu mesmo já me peguei falando mal de Justin Bieber, Rihanna, entre outras presepadas, por não gostar do gênero e muito menos aceitar que um artista famoso utilize playback da própria voz em um show ou tenha um investimento milionário para promover algo que, na minha opinião, não se justifica artisticamente.

Mas, ao mesmo tempo, tenho um espaço onde proponho a audição de alguns trabalhos que considero muito bons, de acordo, é claro, com o meu gosto pessoal.

O que realmente desprezo é quem coloca um título apelativo em uma postagem, pega uma banda grande e a diminui utilizando termos pejorativos e pesados sem apresentar uma argumentação que justifique tal atitude.

Se você assistir aos vídeos ou ler os textos de pessoas que fazem esse tipo de coisa, constatará que a linguagem é agressiva, existe uma distorção de contexto nos exemplos e um esforço enorme para parecer polêmico e tentar se tornar viral.

Chega a ser patético.

Falta conteúdo verdadeiro.

A cultura da polêmica e das discussões na internet

A coisa piora quando esse tipo de pessoa, por reunir um monte de seguidores ao seu redor para inflar o próprio ego, começa a difamar e agredir até aqueles que estão apenas em busca de informação ou de uma opinião diferente sobre música ou qualquer outro assunto.

Infelizmente, existe uma tênue linha que divide o bom senso daquilo que é desprezível, mas as pessoas adoram cruzar essa linha na tentativa de parecer aquilo que não são.

Acredite se quiser: tem gente no Brasil que nunca viveu no Oriente Médio teorizando sobre Estado Islâmico, Cruzadas, entre outras coisas, ilustrando suas teses com links do YouTube e materiais semelhantes, tudo isso para tentar responder à crítica de outra pessoa a um vídeo patético seu.

Não é incomum que esses links e matérias partam de pessoas ainda menos informadas, formando uma verdadeira bolha autofágica.

Há muito ódio nas palavras para parecer legal, reativo e verossímil.

Existe muita provocação, ofensa gratuita e outras coisas apenas para manter a atenção daquelas pessoas que não conseguem viver sem uma “treta”.

Aí eu pergunto:

Pra quê?

Por curtidas?

Popularidade?

Pelo prazer de falar mal?

Sabe-se lá qual é a bandeira que esse pessoal defende.

O que quero deixar claro aqui é que considero esse tipo de coisa inútil e extremamente cansativo, porque, volta e meia, acabamos caindo na cilada desses caras e perdendo tempo com eles.

Para que serve a internet?

Para encerrar, gostaria de agradecer a todos que realmente fazem bom uso da internet para falar de coisas bacanas e, acima de tudo, promover a cultura e a informação de qualidade.

Popularidade, hoje em dia, é tão dispensável em termos práticos que só seduz quem precisa desesperadamente de atenção.

Para nossa vergonha, a internet deu voz a um bando de pessoas que pouco contribuem para o debate.

Não adianta participar de protestos virtuais, compartilhar vídeos e matérias nas redes sociais se não estamos buscando algum resultado prático.

O que mais temos visto são campanhas contra a violência e, mesmo assim, vivemos uma grave crise de segurança.

Volto a dizer que o que realmente importa para a coletividade é segurança, saúde, educação e oportunidades de emprego.

Essas coisas, sim, podem se tornar motivo de preocupação e indignação.

Fico muito decepcionado quando um músico, jornalista ou qualquer outra pessoa, cujo trabalho deveria ter algum propósito, ocupa-se em fazer tipo para atrair atenção para si, atacando os outros ou ofendendo deliberadamente apenas para conseguir atenção.

Simplesmente patético.


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