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Primeiras escolhas

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  Uma das características mais notórias do mercado musical é o alto valor dos equipamentos. Claro que existem aqueles que prometem oferecer uma resposta igual ou superior aos tops de linha por um preço mais acessível. Entretanto, nada custa metade ou um terço do valor de um equipamento similar sem motivo. O valor agregado de um equipamento tem diversas origens: a forma como é construído, o material, os componentes, a durabilidade e suas características. Todos esses aspectos devem ser levados em conta. É importante ter em mente que a música é um hobby caro e, quando se trata de investir profissionalmente, pode até assustar. Independentemente da quantia disponível para investir, é possível gastar de forma justa e obter um resultado condizente com o valor aplicado. Certos equipamentos são muito caros e, mesmo assim, podem não contribuir para a qualidade final do trabalho de maneira que justifique o investimento. Nesse caso, o equilíbrio é o fator mais importante. Evitar exageros na ho...

Recorrendo a segurança dos clássicos

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  Sendo quase que obrigado a seguir com o assunto da postagem anterior, faço uma pausa para refletir sobre alguns aspectos da produção musical — e me deparo com aquilo que diferencia cada profissional ou amador na hora de realizar algum feito: o conhecimento . Existem diferentes formas de adquirir conhecimento sobre algo, e a mais popular hoje em dia é pesquisando na internet. Basta digitar algumas palavras-chave no Google e uma lista de possibilidades se abre diante de nós. Porém, se não temos um conhecimento prévio sobre o assunto, não há como saber qual fonte é realmente confiável. No caso da produção musical (aqui me refiro à criação de música, e não à função de produtor musical propriamente dita), lidamos com equipamentos, músicos e técnicas infinitamente diversificados. Para não ser enganado ou receber informações equivocadas sobre equipamentos e instrumentos, é aconselhável se organizar na hora de estudar: o que vamos fazer, como pretendemos fazer e o que precisamos para iss...

Muito prazer, mundo digital

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Eu me sinto privilegiado por várias coisas. A mais importante delas é minha paixão por música. Não existe nada que me dê mais prazer do que mexer com algo relacionado a ela. Foram horas e mais horas lendo biografias, matérias de revistas, tablaturas e partituras, assistindo VHSs, depois DVDs — e, claro, escutando muita música. Gravei em fitas ADAT nos anos 90, acompanhei os primeiros anos do Pro Tools e, de algum tempo pra cá, tenho feito minhas próprias gravações em meu home estúdio — mais em nível didático. Também tenho estudado e mexido em alguns equipamentos, chegando até a construir protótipos para entender seu funcionamento. Esse parágrafo introdutório serve para retomar o assunto da postagem anterior e seguir falando sobre algumas preferências e costumes meus, ilustrando com experiências pessoais. Falei das guitarras que já tive e dos instrumentos que possuo hoje. Neste texto, quero falar dos primeiros registros caseiros que fiz e das ferramentas que tive à disposição antes de m...

A ferramenta ideal

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  Na postagem anterior falei sobre montar uma banda. Agora quero abordar algo mais específico dentro desse processo: a escolha do instrumento . Antes de tudo, é importante decidir o estilo musical que queremos tocar — só então escolher o instrumento que melhor se encaixa nessa proposta. Existem músicos que dominam vários instrumentos e transitam por diversos estilos. Mas, para quem está começando, o ideal é escolher aquilo que mais dá prazer de ouvir. Já ouvi teorias que defendem começar pelo violão, teclado ou até pelo canto. Eu, particularmente, acredito que a pessoa deve seguir o coração. Se ama guitarra, então pegue uma guitarra e comece a “fritar” do jeito que conseguir. Se essa é a paixão, com o tempo virão os estudos, o conhecimento e a experiência. E qual seria a ferramenta ideal? No meu caso, é a guitarra . Sempre busquei o timbre e os arranjos desse instrumento nos álbuns que ouvia — por isso gosto tanto de heavy metal, um estilo que geralmente prioriza a guitarra. No iní...

Formar uma banda

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  Nesta postagem, quero abordar um tema que considero muito interessante — ao menos para mim: montar uma banda . Não pretendo dar dicas, pelo menos não como objetivo principal. Quero apenas compartilhar como as coisas costumam acontecer, especialmente a partir da minha vivência. Acho que, para muitos, o processo começa da mesma forma: empolgação adolescente, sonhos de grandeza, vontade de fazer barulho. No meu caso específico, eu já tinha algum conhecimento musical — havia estudado violão clássico e popular. Mas a ideia de tocar violão já não me seduzia. Eu buscava algo mais verdadeiro, mais próximo daquilo que ouvia na época. Comecei tocando guitarra em bandas punk e alternativas, depois migrei para o baixo em grupos de death e black metal. Com o tempo, passei a compor minhas próprias músicas e a experimentar diversos instrumentos. No geral, o que mais me empolgava era tocar ao vivo . Estar no palco é sempre especial, mesmo que a plateia seja pequena. É o momento em que nos sentim...

Evolução descartável

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  Não é segredo a minha paixão por música — especialmente pelo heavy metal. Dedico-me ao estudo musical desde os primeiros anos de escola, começando com violão popular e clássico, e mais tarde tocando guitarra e baixo em bandas de punk, metal e hard rock. Escrevo este texto para iluminar um tema já comentado em uma postagem anterior, mas agora com foco em outro aspecto: como fazer música hoje é radicalmente diferente do que há vinte anos . O leitor pode pensar: “Claro, as coisas evoluem.” E seria medíocre acreditar que tudo permaneceria estagnado. No entanto, quem poderia imaginar que as mudanças seriam tão profundas e aceleradas? Talvez algum visionário tenha previsto parte disso, mas o que se falava era sobre carros voadores, viagens interplanetárias, curas milagrosas — não sobre a transformação silenciosa e cotidiana que vivemos. Focando diretamente no tema, ainda me surpreendo com a velocidade das mudanças tecnológicas e o impacto que elas têm em nossas vidas. Somos obrigados a...

Metal, fitas e discos de vinil

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  Em uma postagem anterior falei sobre minha primeira experiência com o heavy metal ao conhecer One , do Metallica. Naquela época, era bem mais difícil ter acesso ao material das bandas, especialmente para um pré-adolescente. Poucos conhecidos gostavam de metal ou mesmo de rock’n’roll em geral. De vez em quando eu conseguia pescar alguma música interessante no rádio, mas não era frequente. Havia alguns programas nas rádios locais que tocavam Led Zeppelin, Black Sabbath, Rush, Ramones, Alice in Chains, Megadeth, entre outros. Foi apenas mais tarde, quando comecei a gravar discos de vinil em fitas cassete para ouvir em um pequeno rádio com apenas um deck, que pude apreciar verdadeiramente o som dessas bandas. Ainda tínhamos aparelhos que tocavam vinil em três rotações, com caixas próprias. O volume era extremamente baixo, mas mesmo assim dava para curtir cada nuance das músicas. Lembro que os primeiros vinis que comprei foram Cowboys From Hell e Vulgar Display of Power , do Pantera....