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Formar uma banda

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  Nesta postagem, quero abordar um tema que considero muito interessante — ao menos para mim: montar uma banda . Não pretendo dar dicas, pelo menos não como objetivo principal. Quero apenas compartilhar como as coisas costumam acontecer, especialmente a partir da minha vivência. Acho que, para muitos, o processo começa da mesma forma: empolgação adolescente, sonhos de grandeza, vontade de fazer barulho. No meu caso específico, eu já tinha algum conhecimento musical — havia estudado violão clássico e popular. Mas a ideia de tocar violão já não me seduzia. Eu buscava algo mais verdadeiro, mais próximo daquilo que ouvia na época. Comecei tocando guitarra em bandas punk e alternativas, depois migrei para o baixo em grupos de death e black metal. Com o tempo, passei a compor minhas próprias músicas e a experimentar diversos instrumentos. No geral, o que mais me empolgava era tocar ao vivo . Estar no palco é sempre especial, mesmo que a plateia seja pequena. É o momento em que nos sentim...

Evolução descartável

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  Não é segredo a minha paixão por música — especialmente pelo heavy metal. Dedico-me ao estudo musical desde os primeiros anos de escola, começando com violão popular e clássico, e mais tarde tocando guitarra e baixo em bandas de punk, metal e hard rock. Escrevo este texto para iluminar um tema já comentado em uma postagem anterior, mas agora com foco em outro aspecto: como fazer música hoje é radicalmente diferente do que há vinte anos . O leitor pode pensar: “Claro, as coisas evoluem.” E seria medíocre acreditar que tudo permaneceria estagnado. No entanto, quem poderia imaginar que as mudanças seriam tão profundas e aceleradas? Talvez algum visionário tenha previsto parte disso, mas o que se falava era sobre carros voadores, viagens interplanetárias, curas milagrosas — não sobre a transformação silenciosa e cotidiana que vivemos. Focando diretamente no tema, ainda me surpreendo com a velocidade das mudanças tecnológicas e o impacto que elas têm em nossas vidas. Somos obrigados a...

Metal, fitas e discos de vinil

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  Em uma postagem anterior falei sobre minha primeira experiência com o heavy metal ao conhecer One , do Metallica. Naquela época, era bem mais difícil ter acesso ao material das bandas, especialmente para um pré-adolescente. Poucos conhecidos gostavam de metal ou mesmo de rock’n’roll em geral. De vez em quando eu conseguia pescar alguma música interessante no rádio, mas não era frequente. Havia alguns programas nas rádios locais que tocavam Led Zeppelin, Black Sabbath, Rush, Ramones, Alice in Chains, Megadeth, entre outros. Foi apenas mais tarde, quando comecei a gravar discos de vinil em fitas cassete para ouvir em um pequeno rádio com apenas um deck, que pude apreciar verdadeiramente o som dessas bandas. Ainda tínhamos aparelhos que tocavam vinil em três rotações, com caixas próprias. O volume era extremamente baixo, mas mesmo assim dava para curtir cada nuance das músicas. Lembro que os primeiros vinis que comprei foram Cowboys From Hell e Vulgar Display of Power , do Pantera....

O início de uma paixão

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Em um post anterior falei sobre como as coisas tendem a se degenerar com o passar do tempo e, por isso, só nos resta aproveitar cada momento. Entretanto, algumas dessas coisas parecem eternas e nos acompanham ao longo da vida. Um grande exemplo é a importância de nossas paixões — aquilo que nos diferencia como seres humanos e, muitas vezes, também nos aproxima. Recentemente, alguém me perguntou por que gosto tanto de música. Não sei se essa relação acontece da mesma forma para todos. Estou quase certo de que não. Eu gosto de música como muitas outras pessoas também gostam, mas costumo olhar com desconfiança quem afirma não gostar de música. Isso me parece quase incompreensível. Minha relação com a música começou cedo. Como em muitas famílias pobres e numerosas, havia sempre alguém com um violão em casa. Uma tia minha chegou a ganhar um, mas nunca se dedicou a aprender. E, sejamos sinceros, ninguém naquela família sabia tocar de verdade. Já em idade escolar, aprender violão era uma das ...

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Acordei depois de um sonho que me deixou triste. Nele, eu já estava velho, e tudo que podia fazer por mim já havia sido feito. Cansado e doente, sentei-me em uma velha poltrona. Examinava algumas fotos do passado, tentando preencher a mente com boas lembranças. Entre elas, encontrei uma em que estávamos juntos. Nesse instante, todos os nossos momentos passaram diante dos meus olhos com cores vivas — como um belo filme montado em ordem cronológica. Lá estavam o dia em que nos conhecemos, as conversas que tivemos, nossas brigas, tudo que compôs nossa história. Sorri com as bobagens que dissemos, com nossa juventude e com a esperança de que aquilo duraria por muito tempo. Lembrei-me dos momentos difíceis que enfrentei e nos quais você me deu apoio. Prometemos estar sempre ali um para o outro. Quando você sofreu, eu sofri com você. Enxuguei suas lágrimas e fiz o que pude para transformá-las em sorrisos. Houve dias em que a simples lembrança do seu rosto me deu forças para acreditar que tud...

Por que as coisas morrem?

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  Estamos todos juntos celebrando a alegria de estarmos vivos. Depois de uma semana de trabalho ou mesmo em um dia comum, o que importa é a sensação de que tudo parece alinhado, em perfeita ordem. Nessas ocasiões, pensamos que tais momentos poderiam ser eternos. Olhamos ao redor e vemos nossos amigos sorrindo, ouvimos suas vozes, compartilhamos risadas e histórias. O ambiente nos envolve: as paredes, o cheiro no ar, o brilho da noite e todas as sensações que dão sentido humano à experiência. Histórias começam enquanto outras se encerram, e o mais impressionante é que nunca sabemos se estamos vivendo apenas mais um instante ou o último junto daquelas pessoas. Mas, inevitavelmente, as coisas mudam. As pessoas se afastam, o local perde a vitalidade de antes, e o álcool que antes trazia alegria passa a carregar melancolia. Onde havia muitos amigos, restam apenas alguns conhecidos, com olhares perdidos ou conversas dispersas. Surge a pergunta: para onde foi a alegria de pouco tempo atrá...

A verdade sobre a motivação, o caráter e a diferença entre os homens

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  É possível afirmar, com razoável convicção, que os fundamentos do capitalismo moderno foram semeados ainda na antiguidade, especialmente sob a influência do Império Romano. Embora outros impérios tenham existido antes, foram os gregos e romanos que moldaram o pensamento ocidental e estabeleceram as bases de um sistema que, com adaptações, sobrevive até hoje. O dinheiro, pilar central do capitalismo, tornou-se não apenas um meio de troca, mas o principal termômetro da felicidade e da realização pessoal. Desde a infância, somos condicionados a acreditar que o sucesso está diretamente ligado à acumulação de bens. Essa ideia se enraíza com o tempo, transformando-se em obsessão. Não é raro ouvirmos frases como “Todo homem tem seu preço”, que, de tão repetidas, passaram a ser aceitas como verdades universais. Desde os primeiros anos escolares, o indivíduo é preparado para servir ao sistema. Estuda, se aperfeiçoa, dedica a maior parte da vida à manutenção de uma engrenagem que gira em t...